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Quanto custa um inventário? Entenda a diferença entre o judicial e o extrajudicial

Quanto custa um inventário

Quando ocorre o falecimento de uma pessoa que deixou bens, direitos ou patrimônio, surge a necessidade de realizar um procedimento legal chamado inventário. Esse processo é responsável por identificar todos os bens deixados pelo falecido e formalizar a divisão entre os herdeiros conforme determina a legislação brasileira.

Mesmo sendo um procedimento relativamente comum no direito sucessório, muitas famílias ainda têm dúvidas sobre quanto custa um inventário, quais despesas fazem parte desse processo e quais são as diferenças entre inventário judicial e inventário extrajudicial.

Compreender essas informações é fundamental para evitar atrasos na regularização do patrimônio e também para entender melhor os procedimentos legais que precisam ser realizados após o falecimento. No blog da Metropax, conteúdos informativos como este ajudam a esclarecer questões jurídicas e administrativas que frequentemente surgem nesse momento.

O que é inventário e para que ele serve?

O inventário é o procedimento jurídico utilizado para levantar, organizar e registrar todo o patrimônio deixado por uma pessoa falecida. A partir desse levantamento, é realizada a partilha dos bens entre os herdeiros, seguindo as regras estabelecidas pela legislação brasileira.

Durante o processo de inventário são identificados diversos tipos de bens e direitos, como:

  • imóveis
  • veículos
  • contas bancárias
  • investimentos financeiros
  • participações em empresas
  • objetos de valor
  • possíveis dívidas deixadas pelo falecido

A realização do inventário é essencial para que os herdeiros possam regularizar a transferência legal desses bens para seus nomes. Sem esse procedimento, não é possível vender, transferir ou registrar oficialmente propriedades herdadas.

Quanto custa um inventário no Brasil?

O custo de um inventário pode variar bastante dependendo de alguns fatores importantes, principalmente o valor total do patrimônio deixado, o número de herdeiros envolvidos e a complexidade do processo.

De forma geral, o valor final de um inventário é composto por diferentes despesas obrigatórias, como impostos, honorários advocatícios e taxas administrativas.

Em situações mais simples, o custo pode ser relativamente menor. Já em casos que envolvem patrimônios mais elevados ou disputas entre herdeiros, o processo pode se tornar mais complexo e gerar despesas maiores.

Quais são os principais custos envolvidos em um inventário?

Para entender quanto custa um inventário, é importante conhecer as despesas que normalmente fazem parte desse procedimento legal.

ITCMD: imposto sobre herança

O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é o principal tributo cobrado no processo de inventário.

Esse imposto é de responsabilidade dos estados e incide sobre o valor total dos bens herdados. A alíquota pode variar conforme a legislação estadual, geralmente ficando entre 2% e 8% do valor do patrimônio.

O pagamento desse imposto é obrigatório para que a transferência dos bens para os herdeiros seja formalizada.

Honorários advocatícios

A presença de um advogado é obrigatória tanto no inventário judicial quanto no extrajudicial.

Os honorários podem variar conforme fatores como:

  • valor do patrimônio
  • quantidade de herdeiros
  • complexidade da divisão dos bens
  • tempo necessário para conduzir o processo

Esses valores costumam seguir parâmetros estabelecidos pelas tabelas da Ordem dos Advogados do Brasil.

Custas judiciais e taxas cartorárias

Além do imposto e dos honorários advocatícios, o inventário também pode envolver outras despesas administrativas, como:

  • taxas de cartório
  • custas judiciais
  • emissão de certidões
  • registro de imóveis
  • avaliação de bens

Esses custos podem variar de acordo com o estado e com os bens incluídos no inventário.

Quanto custa um inventário extrajudicial?

O inventário extrajudicial é realizado diretamente em cartório por meio de uma escritura pública. Esse tipo de procedimento costuma ser mais simples e rápido quando comparado ao inventário judicial.

Os custos normalmente incluem:

  • pagamento do ITCMD
  • honorários advocatícios
  • taxas cartorárias
  • emissão de documentos e certidões

Quando todos os herdeiros estão de acordo e a documentação necessária está completa, o inventário extrajudicial tende a ser concluído em um prazo menor.

Quanto custa um inventário judicial?

Quanto custa um inventário judicial

O inventário judicial ocorre quando o processo precisa ser conduzido pela Justiça.

Essa modalidade é obrigatória em algumas situações, como:

  • existência de herdeiros menores de idade
  • desacordo entre os familiares
  • disputas sobre a divisão dos bens
  • necessidade de análise judicial de determinadas questões legais

Por envolver etapas processuais e decisões judiciais, o inventário judicial costuma ser mais demorado e pode gerar custos adicionais relacionados às custas do processo.

Diferença entre inventário judicial e extrajudicial

A principal diferença entre esses dois tipos de inventário está na forma como o procedimento é realizado.

No inventário extrajudicial, todo o processo ocorre em cartório, desde que todos os herdeiros sejam maiores de idade, capazes e estejam de acordo com a divisão dos bens.

Já o inventário judicial é conduzido pela Justiça e torna-se necessário quando existem conflitos entre os herdeiros ou quando a situação exige análise judicial.

Em geral, quando os requisitos legais são atendidos, o inventário extrajudicial tende a ser mais rápido e menos burocrático.

Qual inventário é mais rápido?

De maneira geral, o inventário extrajudicial é considerado o procedimento mais rápido.

Quando existe consenso entre os herdeiros e toda a documentação está organizada, o processo pode ser concluído em poucos meses.

Por outro lado, o inventário judicial pode levar mais tempo, especialmente quando existem disputas familiares ou quando o patrimônio é mais complexo.

O que acontece se o inventário não for feito?

Algumas famílias acabam adiando o inventário por desconhecerem a importância desse procedimento. No entanto, a ausência do inventário pode gerar diversos problemas legais e administrativos.

Entre as principais dificuldades estão:

  • impossibilidade de vender imóveis herdados
  • bloqueio de contas bancárias do falecido
  • dificuldades para regularizar propriedades
  • aplicação de multas sobre o imposto de herança

Por esse motivo, iniciar o processo dentro do prazo adequado é fundamental para evitar complicações futuras.

Qual é o prazo para abrir um inventário?

De acordo com a legislação brasileira, o inventário deve ser iniciado em até 60 dias após o falecimento.

Caso esse prazo não seja respeitado, pode haver aplicação de multa sobre o imposto de transmissão de herança, dependendo da legislação de cada estado.

Iniciar o inventário dentro desse período ajuda a evitar custos adicionais e facilita a regularização do patrimônio.

Conclusão

O inventário é um procedimento essencial para garantir a transferência legal dos bens deixados por uma pessoa falecida. Embora os custos possam variar de acordo com o valor do patrimônio, a quantidade de herdeiros e a complexidade do processo, compreender quanto custa um inventário e conhecer as diferenças entre inventário judicial e extrajudicial ajuda as famílias a se prepararem melhor para essa etapa.

Informação clara e orientação adequada são fundamentais para que esse processo seja conduzido de forma organizada e dentro das exigências da legislação brasileira.

No blog da Metropax, conteúdos informativos sobre temas relacionados ao período após o falecimento têm o objetivo de esclarecer dúvidas frequentes e contribuir para que os leitores compreendam melhor os aspectos legais e administrativos que podem surgir nesse momento.

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